Não existe pessoa que não tenha vindo à Nova York sem uma lista de dicas feita pelo amigo do primo do vizinho que veio pra cá e supostamente visitou todos os 445 lugares da lista e os classificou como IMPERDÍVEL! Essas tais listas são como fantasmas perambulando na vida dos brasileiros que moram por aqui, já que tem sempre alguém te implorando por uma mais atualizada e mais legal nisso ou do melhor daquilo. A verdade é que não é que você quer bancar o chato e não dizer onde fica a melhor loja de discos raros da década de 80 do West Village, mas sim que vinil está na posição 115 entre seus 100 assuntos prediletos.
Foi pensando nessas pessoas com interesses especifícos que desembarcam nessa cidade que oferece literalmente tudo para todos os gostos, que quatro brasileiras, moradoras e escoladas na cidade (a querida Paula Dualibi do NYwith Kids + o super trio da NY Lab, Vanessa Fried, Nancy Wendel e Cristiane Peixoto), se juntaram e resolveram a questão.
A solução veio em forma de 16 e-guides, os NY Local Guides, que foram divididos em temas variados para que cada um encontre aquilo que procura na Big Apple, e melhor, os guias serão atualizados semestralmente por quem entende de cada área, ou seja, é o melhor da cidade no momento que você aqui. Os volumes são bem diversificados, tem desde arte, enxoval, moda (dividido em feminino, masculino, infantil e acessórios), zen, home design até um para consumidores conscientes, o Go Green. Eu já comprei 3, o de Restaurantes, o de Bares e o do Brooklyn e estou encantada, além das dicas serem ótimas, o guia é lindo e super objetivo, nada de blá-blá-blá, só mesmo o que interessa. Ah, e mais um detalhe, o preço é nada: $1.99 por um guia que vai fazer sua viagem mais interessante e única. Ponto para o quarteto!
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Não tem coisa que me irrita mais nessa vida que passar fome. Quem me conhece sabe que eu fecho a cara quando o estômago está dando voltas. Principalmente em viagens quando a gente fica andando que nem camelo atrás de um tal restaurante numa tal viela de um tal bairro que você nunca pisou na vida. E é por isso que eu amei e indico super esse mapa que eu acabei de descobrir, o Mappetite, o mapa da fome! Ele é um mapa dobravel aqui da cidade com transportes, pontos turísticos e MUITOS restaurantes legais em cada uma das áreas da cidade. A maioria dos restaurantes eu super recomendo, os que eu não fui vou dar uma xeretada, mas é a melhor arma contra o mal humor em viagens. No site da editora também tem as versões de Londres e São Francisco. Mais uma idéia ótima para fazer a versão tupiniquim. Está a venda na Kate's, onde eu trabalho.
Depois de morar 4 anos em Londres, nossa convidada de hoje, a Paula Homor, veio de mala e cuia com o marido para NY há 3 anos. No meio da bagagem uma encomenda extra apareceu, a pequena Nina que mudou a vida de Paula para sempre. Primeiro de advogada para mãe e depois de mãe para blogueira. Paula escreve o blog NY with Kids, onde fala sobre assuntos que tem tudo a ver com o ela, ou seja, como viver e aproveitar a vida na big apple com os filhotes. Passeios, compras, dicas de escolas, cursos e informações preciosas que só quem realmente mergulhou no universo infantil novaiorquino sabe. E o melhor, sem complicação, já ela nos contou que o que mais gosta na cidade "é a praticidade e a liberdade que o estilo de vida daqui oferece". Simples e divertido assim. Como o dia perfeito que ela planejou e diviviu com a gente.
Jack Johnson é a trilha para o dia perfeito de Paula
O DIA DA PAULA
Diferente de todos os outros dias quando a filha a desperta as 6:00, ela acordaria às 8 da manhã. É um dia florido de primavera e a temperatura está em torno de 25 graus. Som na caixa logo de manhã para levantar o astral da família enquanto Paula troca a filha. Jack Johnson é a trilha escolhida. O objetivo é aproveitar o dia e por isso a bolsa vai cheia de brinquedos, roupas, mamadeiras. O café da manhã é num local para lá de delicioso, o Central Park, e para caprichar uma parada no Le Pain Quotidien para abastecer a sacola com croissants, saladas de frutas, brioches. O pic nic acontece embaixo de uma árvore com sombra fresquinha onde Paula e o marido Markus brincam e fotografam a pequena. O passeio pelo parque pode incluir uma parada em um dos muitos playgrounds do parque onde Nina aproveitar a areia e os brinquedos.
Paula e a filha Nina, as delicias do Le Pain Quotidien e um dos playgrounds do Central Park
Agora que a pequena se divertiu é a hora da diversão dos pais. Guggemheim é o museu escolhido, a arquitetura do museu parece que foi pensada para mães com carrinhos de bebê, as rampas facilitam o passeio e Paula aproveita exposição com Markus enquanto a filha curtem aquela preguiça no carrinho. E como o dia está lindo a pedida é aproveitar as mesas na calçada do Bar Pitti e saborear o que ela classifica de "a melhor burrata no planeta", principalmente se ela vier acompanhada de uma tacinha de vinho para relaxar e uma caminhada Bleecker Street, olhando uma lojinha ou outra. O playground na esquina da 11th street é estratégico para Nina brincar e gastar um pouco mais de energia.
As rampas esculturais do Guggemheim, a charmosa Bleecker Street no Village. Mesas na calçada do Bar Pitti e o Píer na Christopher St. sobre o Rio Hudson, a parada do pôr do sol.
Dali, os três caminham no sentido do Rio Hudson até o píer da rua Christopher, para curtir o por do sol. O dia está acabando e a energia da Nina também, é hora se pegar um taxi na West Side Drive e seguir direto para casa. Paula dá o banho enquanto Nina faz suas gracinhas para os pais, como correr pelada pela sala e se negar a colocar roupa. Depois de uma negociação Paula consegue colocar a fralda na filha e a mamadeira é dada pontualmente as 8 da noite quando a filha já está de pijama na cama, e dalí é um embalo só para o sono. É hora de Paula receber os cuidados do marido, incluindo uma taça de vinho com uma massa deliciosa e um filme a dois no sofá. E daí é descansar bem porque amanhã é domingo e o final de semana da familia Homor está só começando!
Foi debaixo de muita chuva que o prefeito de NY inaugurou mais uma etapa do Brooklyn Brigde Park, o Píer 1, na última segunda feira Mas o primeiro final de semana dessa nova área do parque, agora aberto ao público, teve um sol de rachar. O empreendimento, que margeia a costa do rio Hudson do lado do Brooklin desde a Manhattan Bridge até os antigos piers de Brooklyn Heights é a maior do tipo na cidade desde a construção do Central Park, e promete virar ponto turístico da cidade, graças as belas vistas da ilha de Manhattan e da Estátua da Liberdade. O Píer 1 tem tudo para ser o parque desse próximo verão. Curiosa que sou tive que dar um pulo lá esse final de semana e adorei. Mesmo que só o gramado esteja verde (pobres árvores ainda estão bem peladinhas), a vista é imperdível.
Brooklyn Bridge Park
info: http://www.brooklynbridgepark.org/
Ontem fui no Orchid Show do NY Botanical Garden, no Bronx. Dica da Gisela Gueiros do delicioso Taxi Amarelo. Fiquei besta com o exagero de beleza das orquídeas. Acho que, enquanto criava o universo, Deus deve ter tido seus momentos de gênio da pintura. É incrível. E o parque, apesar de estar com cara de final de inverno é muito legal também. Vai valer uma nova visita lá pro final de abril.
A exposição das orquídeas fica até o dia 11 de abril e para chegar lá é só pegar o trem na Grand Central e em 15 minutos você está na porta.
Sempre que eu ia comprar esse livro aparecia um outro mais atraente na minha frente e bum! ele ficava para próxima. Ontem eu finalmente o adquiri, e hoje concluí que eu deveria ter comprado ele muito antes. Em City Weekends, a autora fez de cada capitulo um roteiro com duração de um final de semana. A maneira que ela escreve é super gostosa e simples, e meio que te conduz pelos passeios. Têm visitas a mansões em Manhattan, desgustações em vinícolas da região, praias no perímetro urbano de NYC (acreditem!). Dá vontade de fazer todos. Muito mais legal que um guia cheio de endereços que você fica sempre mais perdido que sei lá o que. Imagina uma versão Sampa que divertido.
Até do dia 31 de janeiro está rolando uma exposição de fotografias de Rock'n Roll no Museu do Brooklin. Como os curadores definiram não é uma exposição sobre a história do Rock mas sim sobre as impressões de pessoas que fotografaram a música e deram a ela uma identidade visual. WHO SHOT ROCK & ROLL reúne mais de 170 imagens clicadas entre 1955 e hoje. Além das imagens, que já valem a visita, a mostra é recheada de histórias interessantes dos bastidores dos concertos e de momentos unicos na trajetória das mais renomadas bandas do último século.
BROOKLIN MUSEUM 200 Eastern Parkway (linhas de metro 2, 3, 4 ou 5) 718 638 5000
A tradição americana de fazer casas a partir de biscoitos de gengibre, glacê e confeitos ganhou proporções de edifício nessa reprodução do icônico Chrysler Building feita pela Soutine Bakery especialmente para a mostra anual de gingerbread houses que acontece até o Natal no saguão do Hotel Le Park Meridien. A mostra reúne as padarias mais famosas da cidades e os visitantes podem votar em suas preferidas. Quer ver os participantes? clique aqui.
Le Parker Meridien - 119W 56th Street 119 W 56th St
Uma das melhores coisas do hemisfério norte é poder passar o ultimo mês do ano com astral de desenho animado. Hoje é 2 de dezembro e já é Natal por aqui. Incrível como essa turma celebra: a TV está tomada pelos especiais de Natal, os comerciais tem papai noel e as lojas tocam aquelas musicas cafoninhas enquanto as pessoas fazem muitas compras e passeiam pelas ruas. Tá faltando só a neve para completar a cena de filme, mas calma que daqui a pouco ela chega.
Tenho uma queda pelas vitrines das lojas de departamentos, geralmente as mais caprichadas. Fui dar uma andada pela quinta avenida e já tenho a minha eleita do ano, as da Bergdorf Goodman. Coloridas, sofisticadas, divertidas, ótimas para fechar um ano de crise, ou melhor, nem lembrar que ela passou por aqui. Tentei fazer essas fotos mas o reflexo do vidro não ajudou. Tem mais no site deles, bem melhores, clique aqui.
Então Feliz Natal a todos!
Amanhã é dia de Thanksgiving, o feriado de ação de graças que os americanos comemoram mais que qualquer outro feriado do calendário. Uma das partes mais tradicionais da celebração é o desfile de balões gigantes que a Macy's promove há 83 anos. Os balões em formato de personagens de desenho infantil chegam a medir mais de 30 metros de altura, assisti o ano passado e os balões são mesmo impressionantes. O desfile começa na altura da rua 77 com a Central Park West e termina na frente da Macy's na rua 34 com a 6th avenida. Durante o evento, dois anos atrás, a Coca Cola produziu esse comercial com os bonecos da parada, dá para ter uma idéia do tamanho e da fofura do balões.
mais informações sobre o desfile de balões, clique aqui.
As principais pistas de patinação da cidade já estão abertas. Eu patinei o ano passado e indico para todo mundo, além de ser um ótimo exercício é muito divertido, além de ser a cara no Natal nova-iorquino. Está com medo de tomar um tombo e por isso não vai arriscar? Nada disso, crie coragem e entre na pista, Caso você leve um chão vai descobrir que isso não estraga o passeio, muito contrário, deixa-o bem mais engraçado. Os melhores rinques: The Wollman Rink - dentro do Central Park próximo da entrada do Plaza Hotel. É a pista com a vista mais bonita da cidade. (preços e horários, clique aqui)
Rink at Rockfeller - na praça central do Rockfeller Center, é a menor e mais tradicional das pistas. Prefira os dias de semana durante o dia para não ter que disputar por um espaço na barra. (preços e horários, clique aqui)
The Pond - no Bryant Park, é o único em Manhattan que não cobra a entrada na pista, só o aluguel dos patins. Como acho o parque dos mais agradáveis da cidade tenho uma queda por essa pista.
(preços e horários, clique aqui)
The Polar Rink - o nome é em homenagem a estátua de um urso polar no centro da pista. Faz parte do Museu de História Natural, fazendo a dobradinha museu + patinação o programa perfeito para crianças no inverno. (preços e horários, clique aqui)
As pistas funcionam até o final de fevereiro, mas não existe época mais linda para patinar do que no Natal, principalmente a noite quando as luzes natalinas estão acesas e a paisagem da cidade fica ainda mais bonita. A sensação é de estar num filme.
O Museu de Arte Moderna preparou não apenas uma, mas três ótimas exposições para fazer o valer a visita durante esse inverno. 1. Tim Burton. A mais comentada do momento, faz uma retrospectiva da carreira do brilhante diretor.
o carrossel assustador de Tim Burton
2. Bauhaus: Workshops for Modernity. Uma reconstrução da história e concepção escola de arte mais influente e vanguardista da historia
painel de abertura da exposição no sexto andar do MOMA
3. Monet's Water Lilies. Coleção das famosas ninféias do impressionista.
Como muitas vezes imagens falam muito mais que qualquer palavra deixo vocês com fotos da loja John Derian, um achado no lower east side, ou melhor 2, porque são 2 lojas: uma de peças e objetos menores e e a segunda com moveis usados e peças maiores garimpados pelo decorador. A marca registrada do trabalho dele são as peças com decoupage no vidro. Com millhares de opções fica difícil escolher a mais bonita.
John Derian Company 6 East Second Street (Between 2nd Avenue and The Bowery)
John Derian Dry Goods
10 East Second Street (Between 2nd Avenue and The Bowery)
Região de Manhattan que antigamente era ocupada por açougues e entrepostos, o Meatpacking district hoje é um dos bairros que desponta nas preferências dos moradores mais bacanas da Big Apple. Da função histórica que o bairro exerceu ficaram as ruas de paralelepípedo, os galpões industriais e uma antiga linha de trem suspensa que transportava o gado que chegava através da Penn Station até a região dos abatedouros. Na cena atual, os antigos galpões foram transformados em boutiques, lojas e restaurantes, a passagem do trem ganhou um projeto moderno e foi transformada em parque e pelas ruas agora circulam fashionistas, gourmands e antenados. E são justamente esses contrastes que dão a região um astral incrível, mais novaiorquino impossível. Por isso preparei uma lista dos hot spots da região.
HIGH LINE PARK - o tal parque que foi construído sob uma antiga linha de trem suspensa. O projeto ultra moderno é repleto de belas vistas da cidade. Entradas pela 10th ave esquina com as ruas 14th e 16th
CHELSEA MARKET (75, 9th Ave) - é um mercado de alimentos que foi construído no andar térreo da primeira fabrica da National Biscuit Company (Nabisco), nos outros andares funcionam os estudos da Food NetWork, um canal só de gastronomia. Os pontos altos do mercado: Elenis Cupcakes, brownies da FatWitch, chocolate quente e sanduíches do Amís Bread, Sushi fresquinho do Lobster Place e os sorvetes do L`Arte del Gelato mas vale mesmo andar por todos os mercados que são deliciosos.
RESTAURANTES - a região reúne uma extensa variedade de cardápios de todos os estilos. Minhas preferências, o italiano Scarpetta(355W 14th St), o japonês Morimoto (88 10 Ave), o franco-americano Pastis (9 9 Ave) e o internacional Standard Grill(848Washington St). COMPRAS Diane Von Fustenberg (440W 14th St) - é a loja e o ateliê da estilista e por isso é o melhor lugar para encontrar a coleção completa Vitra(29 9 Ave) - loja de mobiliário de design Scoop (873 Washington St)- multimarcas descolada Cristian Louboutin (59 Horatio St) - loja dos sapatos mais desejados do momento Matthew Williamson(415W 14th St) - o estilista famoso por suas estampas possui uma loja que vale a pena entrar apenas para encher os olhos, já que os preços são um pouco azedos Apple Store (401 W14th St) - a loja mais vazia da marca em Manhattan, perfeita para fazer compras com calma e xeretar em todas as novidades tecnológicas
Lá fora faz 10 graus e o céu está limpo. Um daqueles dias lindos do outono. Perfeito para usar um casaco quentinho, vestir suas botas prediletas, um cachecol colorido e sair para passear. Depois de algumas horas de caminhada, um chocolate quente para se aquecer e reabastecer de boas energias. E não dá para parar em qualquer cafeteria ou Starbucks, um dia especial como esse merece o melhor chocolate quente da cidade. Você também merece. E ele está alí no Amy's Bread, só pedir pelo Hot Chocolate in a bowl. Croissants ou muffins também são bem vindos. Mas o chocolate quente sozinho é suficiente para adoçar seu dia. O chocolate é intenso, cremoso, denso nem de mais nem de menos. Um tijolinho do marshmallow mais caseiro que você já provou bóia enquanto se derrete no chocolate quentinho. Os apressados podem desmontá-lo e explorar com a colher. É uma sobremesa. O Amy's Bread tem três endereços, cruze os dedos para que um deles esteja no seu caminho.
A costa nordeste dos EUA, conhecida como New England, é responsável pela maior parte produção e comercialização de frutos do mar no território americano. Pelo principal porto da região, o de Boston, são transportados milhares lagostas, ostras e camarões, fazendo que esse tipo de ingrediente tenha uma presença maciça nos cardápios dos restaurantes locais. E o melhor, por estarem ali na fonte, os preços são os mais razoáveis. Estando por ali, tem que aproveitar para comer lagosta sem pagar preço de lagosta.
Existe um tal de Lobster Roll que está no cardápio de, basicamente, todos os restaurantes da cidade. O Lobster Roll está para Boston como o Hot Dog está para NY. E sabe que eles até que são bem parecidos. O mesmo pão, mesmos acompanhamentos. Come-se com batata frita, catchup e coleslaw (aquela salada de repolho ralado com maionese). Mas é no recheio que mora toda a diferença. E como o povo da Nova Inglaterra é um chique só, o sanduíche, como no nome já diz, não poderia ter um recheio mais nobre que pedaços generosos e tenros de lagosta cozida no vapor com um molho de maionese e um toque de salsão. Como um salpicão, só que de lagosta. A proposta pode soar esquisita, principalmente pelo pão de leite que parece não combinar. Mas depois que provei passei a viagem a base de lobster roll. Ele é leve, fresco, saboroso. Melhor ainda se acompanharem uma rodada de ostras para abrir o apetite, outra pedida sem erro alí na região.
Para se comer ótimos Lobster Roll e Ostras em Boston:
B&G Oyters - restaurante da chef mais premiada de Boston, Barbara Lynch. O restaurante é pequeno e super descolado, a cozinha aberta invade o restaurante e dá um charme ao lugar. (550 Tremont Street - 617 423 0550)
Union Oyster House - é o restaurante mais antigo dos EUA, fica no bairro histórico (41 Union Street - 617 227 2750)
Neptune Oyster- ele e o B&G são os mais tops da cidade, mas não são super caros. As 16 cadeiras no Oyster bar são as mais disputadas da cidade, melhor reservar. O ambiente é super agradável. (63 Salem Street - 617 742 3474)
Legal Sea Foods - é uma rede local com serviço padrão e preços bem acessíveis, para quem está com criança é a melhor pedida (vários endereços, clique aqui)
Descobri um dia desses um oásis no Upper East Side. Uma livraria só de livros de gastronomia, a Kitchen, Arts and Letters. Gente, é um paraíso... qualquer tema associado à cozinha merece uma estante, por exemplo, história da gastronomia, nutrição, administração de restaurante e obviamente milhares de livros de técnicas, receitas, restaurantes. A livraria é super procurada por chefs em busca de pesquisas para suas criações e os donos são conhecidos por vasculhar o mercado atrás de livros para atender os clientes. Inclusive no porão da loja há uma coleção de livros raros e fora de catálogo que ele não vendem nem por milhões, mas se você quiser dar uma olhada e tomar notas eles deixam numa boa, contanto que o livro não passe da porta para fora. Nem preciso falar que o dono, Nach Waxman, que está a frente do negócio a mais de 30 anos, é uma biblioteca ambulante, uma fonte de cultura gastronômica e histórias inesgotáveis. Tem que arriscar um dedinho de proza mesmo que seu inglês não seja dos melhores, ele é a atenção em pessoa.
Kitchen, Arts and Letters 1435 Lexington Ave (entre 93rd e 94th streets) 212 876 5550
Confesso que quando um amigo me falou do Sushi Yasuda eu não coloquei muita fé que o lugar seria tão bom, mas dada a empolgação que ele descreveu a comida e a quase mandatória indicação, eu achei melhor não desobedecer. Fiz logo uma reserva e lá fui eu. E que bom que a gente se engana nessa vida! Estava acostumada a achar que sushi alto nível em NY era só no Nobu. Para minha grata surpresa temos uma concorrência de peso. A decoração do lugar até que é bem moderna, com muita madeira crua e linhas retas, mas serviço logo entrega, a casa é um lugar de tradições. Entre garçons e sushimans só japoneses de fabricação (e não da 25 de março!). Outro detalhe, o som do ambiente. Nada de músicas moderninhas, CDs de beachclubs ou hoteis boutique. Lá, as vozes dos clientes é que preenchem o silêncio e a brigada nem interfere, eles falam naquele freqüência de professor de Yoga. Uma paciência de oriental com os clientes. Sobre a comida, não adianta tentar rebuscar muito a descrição, ela é simples. Ponto. Sushi para puritano nenhum botar defeito, executados com tanta perfeição que só provando para entender o patamar de perfeição que estou me referindo. E o melhor, sem adereços. Não tem sushi com geléia, com abacaxi, com maionese, nem com granulado de chocolate... é arroz, peixe e alga. Simples e essencial. Agora você já desistiu de ir, está parecendo lugar de gente chata. Juro que não é, e eu te conto porque. Lembra daquela frase que diz que a felicidade reside nas coisas mais simples? Traduz isso para o formato de um sushi e você vai entender porque uma ida ao Yasuda trará felicidade ao seu paladar. A variedade e o frescor dos peixes que eles oferecem vai dar ao seu paladar a chance de descobrir outros tantos sabores e texturas de peixes que você nem imaginava que existissem. Impecavelmente manuseados pelo atencioso sushiman que ora pincela shoyu, ora coloca 2 gotinhas de limão, sempre moderadamente para não encharcar o peixe e nem invadir a delicadeza de cada sabor. A melhor opção é pedir um a um mesmo, fazendo um X na lista de peixes que a garçonete te entrega uma caneta. Como a maioria dos nomes é em japonês e não sou uma grande conhecedora de espécies, fui selecionando os nomes mais curiosos e me preparando para as surpresas. A lista possui uns 40 nomes, divididos pelos tipos de água e espécies, a maioria vinda do Japão. Só de salmão são seis tipos. Sugiro pedir uns três tipos para sentir as diferenças entre cada um. Por mais que você não entenda de espécies, a experiência de texturas, sabores e frescor já vale a pedida. O ideal é pedir uma mesa na bancada do sushiman quando for fazer a reserva, e garantir atenção especial desses artesãos da gastronomia japonesa, que vão adorar te ensinar a comer cada peixe da maneira correta, e de preferência, com as mãos. Talvez vocês podem não estar dando muito crédito para esse restaurante assim como eu fiz da primeira vez que me falaram sobre ele, mas como quem não arrisca não petisca, e quem avisa amigo é, eu aconselho que você dê uma chance. Uma boa surpresa estará a caminho.
Fui passar o feriado em Boston. A cidade é um charme só e por isso merece um post detalhado e exclusivo que farei durante essa semana. Por hora, deixo vocês com um delicioso achado nas minhas andanças pela mais histórica das cidades americanas. Trate-se da Hotel Chocolat uma chocolateria inglesa, que, graças a Santa Balança, só possui uma loja aqui nos EUA e esta fica fora dos meus horizontes.
Há tempos não provava um chocolate artesanal que me causava tanto deleite. Tenro, cremoso, macio. É uma perdição. A Hotel Chocolat planta seu próprio cacau e processa as sementes para produzir o chocolate. Coisa rara hoje em dia. As barras de chocolate que são a assinatura da casa tem essa cara horrososa da foto. Dá vontade de comprar todas. E as embalagens também são muito legais.
Olha esse Dipping Adventures, uma releitura mais agressiva do fondue de chocolate. É só colocar os potinhos de chocolate no microondas e se deleitar com os pedaços de cookies, caramelos, trufas e marshmellows que acompanham o kit. É muito do mal!
Está de malas prontas para Boston? passa lá em então. Na Inglaterra eles são um sucesso e têm umas 20 lojas espalhadas pelo país.