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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Petit Four

Ontem procurando cozinhas pra alugar aqui no Brooklyn me deparei com um lugar incrível. Uma casa de cookies chamada One Girl Cookies, fica numa travessa da Smith em Cobble Hill. A especialidades obviamente são as bolachas mas adorei o tratamento de petit four que elas ganharam pelas mãos da chef que largou um emprego na Barneys (loja de deptos mais bacaninha daqui) para se jogar de volta às suas origens. Das suas lembranças de infância sairam a inspiração de receitas de biscoitos delicados e deliciosos, todos em versão mini. O engraçado é que cada receita ganhou o nome de uma mulher que ou cozinheira conviveu ou que simplesmente ela achou que transmitiria a personalidade do biscoito. Daí você chega no balcão é pede: 2 Penelopes, 1 Lucia e 1 Juliette (4 unidades saem por $2.50). Além disso eles tem cupcakes, bolos, chás e cafés. O lugar perfeito pra passar uma tarde de fofocas com as amigas.

A cada mês acontece também uma aula no local para um grupo de 10 alunos que vão por a mão na massa e aprender com a chef o segredo de cada uma das receitas. Delicinha, não?

One Girl Cookies
68 Dean St.
212 675 4996

PS. Voltei sem fazer alarde pra não assustar ninguém. ahahaha

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

ABC

No início do ano, departamento de saúde da cidade de NY(a vigilância sanitária), iniciou um novo método de classificação para bares e restaurantes. O novo sistema categoriza os estabelecimento em 3 níveis, A. B e C, contabilizando o número de irregularidades de higiene e conservação dos alimentos (sendo A o que menos infringe, o mais limpinho).
Hoje saiu a lista das novas casas classificados nesse sistema e alguns realmente assustam. Nomes consagrados como o Le Cirque e Gramercy Tavern receberam a pior classificação, infringindo mais de 30 práticas consideradas padrão para todos os estabelecimentos. Até a nova inspeção, que acontece a cada 4 meses para quem tirou nota C e em 6 meses para que tem A ou B no boletim, todos tem que pendurar o boletim na porta, o que tem causado um certo furor no meio. Lei é lei e aqui ninguém escapa.
Eu adorei esse novo sistema, ele é duro mas quem consegue educar sem um pouco de firmeza mesmo? E o objetivo do programa é tentar diminuir o número de infecções alimentares reportadas nos hospitais locais que parece estar um pouco alto. Ótimo para os clientes, não. Então pessoal, olho no boletim dos restaurantes antes de entrar. Para consultar o grade de qualquer restaurante, só clicar aqui e entrar o nome. Só atenção que como o método é recente, nem todos os restaurantes foram avaliados ainda.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Rosquinha

Poppy seed bagel com salmão defumado e cream cheese do Murray's.
Eu entendo que para quem está acostumado com a leveza do pão francês aí do Brasil acha o bagel um chumbo de pão. Eu concordo, o bagel tem a consistência infinitamente mais densa que a maioria dos pães, e demorei muito para acostumar com eles quando cheguei aqui. Acontece que depois de um tempo e principalmente depois de provar bagels e mais bagels eu acabei criando gosto, principalmente quando eles envolvem salmão defumado e muito cream cheese.
Fachada do Murray's
Para mim, não existe lugar melhor pra comer bagels que o Murray's. É dos lugares mais antigos da cidade e são especializados nesse pão em forma de rosquinha. Eles oferecem uma variedade imensa de sabores e recheios para você montar o seu. Meus favoritos são de poppy seeds (papoula), o de cebola (dá bafinho mas é bom) e o multigrain. Os cream cheeses vêm em diversos sabores, scallion (cebolinha), salmon, strawberry(pra combinar com peanut butter), azeitonas, só pra citar alguns. Depois você complementa com frios fatiados, queijos e tomate se quiser. Só com cream cheese é ótimo também.
Eu sei que a maioria das pessoas dobra o nariz para bagel, mas um pulo no Murray's vai fazer sua opinião mudar, tenho certeza.  

500 Sixth Ave (entre 14th e 13th streets)
212 462 2830

Pão Pão Queijo Queijo


Que alegria dar essa notícia aqui. Ontem abriu um café muito legal no Village que além de servir café brasileiro coado (isso mesmo!) na hora tem pão de queijo, pão de mel e outras delícias. O lugar se chama O Café. É super aconchegante e os grãos vem todos do Brasil. Tudo é pensado para ser sustentável e oferecer um gostinho brasileiro de uma maneira super bacana na terra dos Starbucks. Eu já provei e aprovei. O site deles é bem legal também.

O Cafe
482 sixth ave (esquina com a 12th street)

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Lista no more!

Não existe pessoa que não tenha vindo à Nova York sem uma lista de dicas feita pelo amigo do primo do vizinho que veio pra cá e supostamente visitou todos os 445 lugares da lista e os classificou como IMPERDÍVEL!  Essas tais listas são como fantasmas perambulando na vida dos brasileiros que moram por aqui, já que tem sempre alguém te implorando por uma mais atualizada e mais legal nisso ou do melhor daquilo. A verdade é que não é que você quer bancar o chato e não dizer onde fica a melhor loja de discos raros da década de 80 do West Village, mas sim que vinil está na posição 115 entre seus 100 assuntos prediletos.
Foi pensando nessas pessoas com interesses especifícos que desembarcam nessa cidade que oferece  literalmente tudo para todos os gostos, que quatro brasileiras, moradoras e escoladas na cidade (a querida Paula Dualibi do NYwith Kids + o super trio da NY Lab, Vanessa Fried, Nancy Wendel e Cristiane Peixoto), se juntaram e resolveram a questão. 
A solução veio em forma de 16 e-guides, os NY Local Guides, que foram divididos em temas variados para que cada um encontre aquilo que procura na Big Apple, e melhor, os guias serão atualizados semestralmente por quem entende de cada área, ou seja, é o melhor da cidade no momento que você aqui. Os volumes são bem diversificados, tem desde arte, enxoval, moda (dividido em feminino, masculino, infantil e acessórios), zen, home design até um para consumidores conscientes, o Go Green. Eu já comprei 3, o de Restaurantes, o de Bares e o do Brooklyn e estou encantada, além das dicas serem ótimas, o guia é lindo e super objetivo, nada de blá-blá-blá, só mesmo o que interessa. Ah, e mais um detalhe, o preço é nada: $1.99 por um guia que vai fazer sua viagem mais interessante e única. Ponto para o quarteto!
Para adquirir o seu, clique aqui.
   

quarta-feira, 5 de maio de 2010

A Sereia e a Fortuna


Uma amiga lá da ONG que trabalho sempre insiste para eu ir conhecer o Mermaid Inn, um restaurante de frutos do mar que tem 3 endereços em Manhattan. Ela sempre fala que o restaurante é ótimo para comer  frutos do mar e peixes e que é descontraído e que eu ia adorar. Uns dias atrás eu fui lá conhecer. Optei pelo do East Village já que era sexta feira a noite eu que tava afim de um burburinho. O restaurante é pequeno e realmente super descontraído. A decór é super leve e jovem, cheia de objetos e imagens náuticas, numa versão moderninha de um iate clube mas sem cafonices.


O cardápio é simples e a moda antiga. Entre os aperitivos, coquetel de camarão, lula a dore, moules frites... e ainda uma rodada de ostras das duas costas americanas já que o preço de $2 a unidade não assusta ninguém. Os pratos principais super leves e deliciosos. Nossas pedidas foram as patas de caranguejo com molho da casa e truta com salada de feijão verde (wax beans), amêndoas e maças. Tudo com tempero leve para que os peixes e frutos do mar sejam o ponto alto do jantar. A salada do meu prato era muito fresca e não é que a vagem de feijão com amendoas e maças combinou... Claro que a melhor pedida de acompanhamento é um vinho branco, ou até um pró-seco para quem quiser alegrar a sexta feira, como foi o meu caso. O restaurante não tem menu de sobremesas, mas oferece uma mini sobremesa da casa de cortesia, naquele dia era uma xicrinha de café de mousse de chocolate que estava mais com gosto de pudim do que de mousse. Mas cavalo dado a gente não olha os dentes. E o legal é que a sobremesa vem acompanhada de um peixinho de papel celofane que eles chamam de fortune fish. Você coloca ele na mão e ele se mexe e dependendo do movimento que ele faz tem um significado. É impressionante como em cada mão ele faz um movimento. Na minha ele juntou o rabo com a cabeça o que significa que eu sou instável. Pode até ser, mas naquele momento eu sabia exatamente o que eu queria, aproveitar aquela noite linda e o final de semana que estava apenas começando.

The Mermaid Inn
96 Second Ave (entre 5th e 6th streets) - 212 674 5870
568 Amsterdan Ave (entre 87th e 88th streets) - 212 799 7400
79 Macdougal St - 212 260 0100 (esse do village é um oyster bar com o cardápio do restaurante simplificado, legal para um happy hour)

Fome

Não tem coisa que me irrita mais nessa vida que passar fome. Quem me conhece sabe que eu fecho a cara quando o estômago está dando voltas. Principalmente em viagens quando a gente fica andando que nem camelo atrás de um tal restaurante numa tal viela de um tal bairro que você nunca pisou na vida. E é por isso que eu amei e indico super esse mapa que eu acabei de descobrir, o Mappetite, o mapa da fome! Ele é um mapa dobravel aqui da cidade com transportes, pontos turísticos e MUITOS restaurantes legais em cada uma das áreas da cidade. A maioria dos restaurantes eu super recomendo, os que eu não fui vou dar uma xeretada, mas é a melhor arma contra o mal humor em viagens. No site da editora também tem as versões de Londres e São Francisco. Mais uma idéia ótima para fazer a versão tupiniquim. Está a venda na Kate's, onde eu trabalho.

terça-feira, 4 de maio de 2010

My Pefect Day por PAULA HOMOR






Depois de morar 4 anos em Londres, nossa convidada de hoje, a Paula Homor, veio de mala e cuia com o marido para NY há 3 anos. No meio da bagagem uma encomenda extra apareceu, a pequena Nina que mudou a vida de Paula para sempre. Primeiro de advogada para mãe e depois de mãe para blogueira. Paula escreve o blog NY with Kids, onde fala sobre assuntos que tem tudo a ver com o ela, ou seja, como viver e aproveitar a vida na big apple com os filhotes. Passeios, compras, dicas de escolas, cursos e informações preciosas que só quem realmente mergulhou no universo infantil novaiorquino sabe. E o melhor, sem complicação, já ela nos contou que o que mais gosta na cidade "é a praticidade e a liberdade que o estilo de vida daqui oferece". Simples e divertido assim. Como o dia perfeito que ela planejou e diviviu com a gente.

Jack Johnson - 04 Good People by Marilovi
Jack Johnson é a trilha para o dia perfeito de Paula

O DIA DA PAULA

Diferente de todos os outros dias quando a filha a desperta as 6:00, ela acordaria às 8 da manhã. É um dia florido de primavera e a temperatura está em torno de 25 graus. Som na caixa logo de manhã para levantar o astral da família enquanto Paula troca a filha. Jack Johnson é a trilha escolhida. O objetivo é aproveitar o dia e por isso a bolsa vai cheia de brinquedos, roupas, mamadeiras. O café da manhã é num local para lá de delicioso, o Central Park, e para caprichar uma parada no Le Pain Quotidien para abastecer a sacola com croissants, saladas de frutas, brioches. O pic nic acontece embaixo de uma árvore com sombra fresquinha onde Paula e o marido Markus brincam e fotografam a pequena. O passeio pelo parque pode incluir uma parada em um dos muitos playgrounds do parque onde Nina aproveitar a areia e os brinquedos.
Paula e a filha Nina, as delicias do Le Pain Quotidien e um dos playgrounds do Central Park

Agora que a pequena se divertiu é a hora da diversão dos pais. Guggemheim é o museu escolhido, a arquitetura do museu parece que foi pensada para mães com carrinhos de bebê, as rampas facilitam o passeio e Paula aproveita exposição com Markus enquanto a filha curtem aquela preguiça no carrinho. E como o dia está lindo a pedida é aproveitar as mesas na calçada do Bar Pitti e saborear o que ela classifica de "a melhor burrata no planeta", principalmente se ela vier acompanhada de uma tacinha de vinho para relaxar e uma caminhada Bleecker Street, olhando uma lojinha ou outra. O playground na esquina da 11th street é estratégico para Nina brincar e gastar um pouco mais de energia.
As rampas esculturais do Guggemheim, a charmosa Bleecker Street no Village. Mesas na calçada do Bar Pitti e o Píer na Christopher St. sobre o Rio Hudson, a parada do pôr do sol.

Dali, os três caminham no sentido do Rio Hudson até o píer da rua Christopher, para curtir o por do sol. O dia está acabando e a energia da Nina também, é hora se pegar um taxi na West Side Drive e seguir direto para casa. Paula dá o banho enquanto Nina faz suas gracinhas para os pais, como correr pelada pela sala e se negar a colocar roupa. Depois de uma negociação Paula consegue colocar a fralda na filha e a mamadeira é dada pontualmente as 8 da noite quando a filha já está de pijama na cama, e dalí é um embalo só para o sono. É hora de Paula receber os cuidados do marido, incluindo uma taça de vinho com uma massa deliciosa e um filme a dois no sofá. E daí é descansar bem porque amanhã é domingo e o final de semana da familia Homor está só começando!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Gelato I

Uma das minhas maiores paixões chama-se sorvete. Adoro todos os tipos: cremosos, sorbets, frozen iogurts e até por raspadinha de groselha sou capaz de arrastar um caminhão. Estou com uma lista longa de sorvetes que eu quero falar aqui no blog, tava só sem ânimo por conta do frio que andava fazendo. Mas graças ao bom deus, esse final de semana os termômetros ultrapassaram os 30 graus (todo mundo aqui quase derreteu) e eu me enchi de energia para começar uma série de posts cremosos e refrescantes. E que venha o verão, porque sorvete por essas bandas não vai faltar!A primeira parada é a Pinkberry, a sorveteria que revolucionou o conceito de frozen iogurte. E sabe como ela conseguiu fazer isso? Servindo um sorvete de iogurte tão gostoso que faz a gente acreditar que dá para se deliciar com algo super saudável. O lugar é tão bom que já brotaram aí pelo Brasil iogurterias talibãs que são cópias escritas do Pinkberry, inclusive na decoração. Mas não se engane, o iogurte do Pinkberry tem algo de especial acima de qualquer outra, é super cremoso e a acidez é super baixa, não tem aquele sabor tão azedo. Além dos sabores tradicionais, original e roma (pomegranade), eles sempre tem sabores especiais para as temporadas, o ano passado eram coco e maracuja. Esse ano, manga e chocolate. Claro que eu já provei, e confesso que estava bem descrente do sabor chocolate, porque essa combinação chocolate e iogurte sempre foi bem esquisita. Agora não mais! O sabor é bem intenso, rico, cremoso. Quase cheguei a duvidar que tinha iogurte no sorvete, mas fui pesquisar no site e eles usam os mesmo ingredientes básicos dos outros sabores. Só pode ser mágica. Ou sei lá o quê. O que importa é que minhas crises chocolatras vão tem um final mais saudável e aí a balança agradece.
Pinkberry está por todos os cantos da cidade. Para ver os endereços, clique aqui.

terça-feira, 20 de abril de 2010

BOLOTA

Frikadelle para os alemães, Polpetini para os italianos, kottbullar para os suecos, albondigas para espanhóis, e até bakso para os indonésios. A verdade é que cada nação tem um vocábulo para as brasileiras almôndegas. Não importa de que parte do mundo você venha, certamente você já provou uma bolota de carne moída cozida na vida. Existe comida mais preguiçosa que espaguete com almôndega? Claro que existe, purê de batata com almôndega! Não que eu esteja desmerecendo as gorduchinhas, muito pelo contrário, têm dias que a gente quer mesmo é comer muita almôndega, por favor!

Para esses dias, existe um restaurante aqui em NY especializado nas americanas meatballs, o The Meatball Shop. Tive a chance de conhecer no final de semana e adorei a proposta. Lugar lotado, simples e charmosinho no Lower East Side. O serviço é assim, a garçonete dá um cardápio e uma caneta. Você faz a lição de casa anotando no próprio cardápio o que vai querer. Etapa 1, o sabor das almôndega: carne, porco, frango, salmão, vegetariano e especial do dia. Etapa 2, o molho: tomates, bolognesa, creme de parmesão, de cogumelos e especial do dia. Etapa 3, o formato: no pão grande (aqui eles comem dentro do sanduíche), no mini pão de hamburguer (sliders), no prato em cima de um acompanhamento ou no prato ao lado dos acompanhamentos. Etapa 4, os acompanhamentos: spaguetti, polenta, purê de batata, saladas, legumes assados e por aí vai. Imaginou as possibilidades de variações? Escrever no cardápio ajuda a clarear as idéias.
Tentamos pedir combinações totalmente diferentes para provar o maior número de sabores. Em todos as meatballs vieram macias, deliciosamente temperadas e com bastante molho. Nunca me imaginei pedindo bis de almôndega de frango, mas a versão mini hamburger com molho de parmesão se mostrou matadora. Os pratos são super fartos e para brindar, uma jarra de cerveja gelada. A conta é daquelas que você paga dando risada e te faz imaginar que dia esse desejo por almôndegas vai cruzar novamente o seu destino.

The Meatball Shop
84 Stanton St
212 982 8895

quinta-feira, 15 de abril de 2010

O abominável bolo das neves

Montrouso. Assim é o bolo de côco do Magnolia, a minha recente descoberta na casa dos cupcakes mais falados aqui de NY. Para ser honesta, eu andava bem enjoada do creme de manteiga e daquelas cores pastéis e açucaradas dos cupcakes. E foi aí que esse bolo apareceu.

São várias camadas de bolo levíssimo e recheio molhadinho e bem cremoso com muitas lascas compridas de coco fresco. Depois o bolo é coberto com bastante suspiro e mais algumas lascas. É do céu. Tão bom que pela primeira vez em 29 anos eu escolhi um bolo que não era de chocolate para soprar minhas velinhas. Se você não é de cupcakes, agora tem um motivo interessante para entrar na fila do Magnolia.

Magnolia Bakery - 4 endereços em NY, clique aqui

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Açougue

Tá bom que o nome é meio sem graça para um restaurante de carnes, mas o Quality Meats é uma ótima opção para os carnivoros que querem se deliciarem com cortes macios rusticamente grelhados sem sair de Manhattan. O restaurante fica a um quarteirão do Central Park, perto do Hotel Plaza e tem astral de açougue de luxo. As carnes vêm suculentas e acompanham um molho da casa. Os acompanhamentos são à altura: creme brulée de milho (sim! doce/salgado e delicioso), nhoque ao queijo, creme de espinafre, batatas da casa, só para citar alguns. O pão de aperitivo que é assado numa panelinha e chega a mesa quentinho para ser cortado de colher é tão leve e úmido que dispensa a manteiga, mas cuidado para não cair na armadilha do pãozinho e depois sair rolando do restaurante, porque a carne você não vai querer deixar no prato. 

Quality Meats
57 West 58th street
212 371 7777

O porquinho comeu rosbife. E eu também.

Fui experimentar o sanduíche do This Little Pig had roast beef. Micro espaço com aquela cara de sujinho que os restaurantes do Lower East Side sempre têm. No cardápio, só três itens: This One, é um pão acebolado com cara de pão de hamburger e muitas fatias de rosbife, That One, um sanduíche giga com mais rosbife ainda num pão macio, molho de rosbife e mussarela derretida e o The other one, que é de pastrami. Provei os dois de rosbife já que é a especialidade do lugar. O pequeno me lembrou uma versão do Arby's, mil vezes melhorada. O grande é muito bom também, encharcado de gravy do rosbife. Bem saboroso. As batatas rústicas são dispensáveis. Tem que comer em pé no balcão, se lambuzando. O lugar fica aberto até as 4 da madrugada. Ótima opção pós balada.   
os sanduíches, This One e That One, feios e saborosos.

THIS LITTLE PIG HAD ROAST BEEF
149 1st Ave (entre 9th street e St. Marks)
212 253 1500

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Razões para freqüentar a feira da Union Square

Com sol chegando para ficar por essas bandas, os programas ao ar livre são os que mais me animam. Dias ensolarados e cheios de cores. Pra quê entrar num supermercado fechado? Vou mesmo é para a feira de rua, ou de praça como é o caso da feira da Union Square. Não tem garapa, nem pastel, mas tem gente bonita e muitos vegetais orgânicos e fresquinhos. Mas se isso te soa esquisito, listei algumas razões para te convencer a dar um pulo lá.
RAZÃO # 1 - comprar (ou fotografar) todas as cores de tulipas possíveis. Além das tulipas tem ótimos vendedores de outras plantas e temperos plantados em vasinhos.

RAZÃO # 2 - comprar frutos do mar do mesmo dia vindo diretamente dos Hamptons. Sem contar que o vendedor é bem mais charmoso que aquele tio da peixaria que te chama de "patroa".

RAZÃO # 3 - Ficar em dúvida entre tantas opções de pães lindos e saborosos. E para alimentar a dúvida passar nas 3 barracas de padarias antes de entrar em uma das filas.  

RAZÃO # 4 - Escolher cada uma das folhas do seu pé de alface. Pré lavadas e sem agrotóxicos. Parece piada, mas é bom demais.

RAZÃO #5 - comprar queijo de ovelha do mesmo produtor e fornecedor dos melhores restaurantes da cidade.

RAZÃO # 6 - se refrescar com um copo de cidra de maça gelada ou um dos deliciosos sucos da barraquinha Red Jacket Orchads, uma fazenda que fica em Brooklin e que planta e prepara os sucos sem conservantes e açúcar. Sabores que eu adoro: Cranberry Apple Cider, Strawberry Apple Juice e Apricot (damasco) néctar.

RAZÃO # 7 - Comer empanadas de legumes e muffins naturebas (e deliciosos). Melhor ainda se elas acompanharem um copo de cidra gelada e uma parada estratégica em baixo de uma das árvores da praça onde os estudantes da NYU disputam cada centímetro do gramado.

Se você se convenceu, a feira da Union Square acontece às segundas, quartas, sextas e sábados, das 8 da manhã às 6 da tarde. Onde? na Union Square. Parada na rua 14/union square dos metrôs 4, 5, 6, N, Q, R, W e L. Mais informações, clique aqui.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Cada verão, um parque

Foi debaixo de muita chuva que o prefeito de NY inaugurou mais uma etapa do Brooklyn Brigde Park, o Píer 1, na última segunda feira Mas o primeiro final de semana dessa nova área do parque, agora aberto ao público, teve um sol de rachar. O empreendimento, que margeia a costa do rio Hudson do lado do Brooklin desde a Manhattan Bridge até os antigos piers de Brooklyn Heights é a maior do tipo na cidade desde a construção do Central Park, e promete virar ponto turístico da cidade, graças as belas vistas da ilha de Manhattan e da Estátua da Liberdade. O Píer 1 tem tudo para ser o parque desse próximo verão. Curiosa que sou tive que dar um pulo lá esse final de semana e adorei. Mesmo que só o gramado esteja verde (pobres árvores ainda estão bem peladinhas), a vista é imperdível.
Brooklyn Bridge Park
info: http://www.brooklynbridgepark.org/

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Fita

Se o mundo sempre foi pequeno, a internet deixa ele ainda mais diminuto. Semanas atrás, dando uma xeretada em alguns sites, li sobre uma estilista brasileira que fiquei encantada pelo trabalho. Fique com o nome dela na cabeça. Passa uma semana, estou na loja trabalhando e aparece uma brasileira muito simpática, um doce, procurando fitas para referência de idéias no seu trabalho. Conversa vai, conversa vem. Eis que descobrimos que ela era a tal estilista que eu tinha me encantado pelo trabalho. Mundo pequeno, grande coincidência. Fiquei passada com a sinergia, e ela sem acreditar que do outro lado do continente tinha alguém que curtia o trabalho dela.
Trocamos várias dicas legais. A minha favorita é uma loja de fitas vintages francesas lá no Garment District. É a loja com as fitas mais lindas do mundo (sem exagero, juro!). Daquelas lojas que a gente entra e pensa em mudar de profissão, virar decoradora ou estilista e sair colocando fita em tudo que a gente vê pela frente. Mas aí é melhor deixar para quem entende do assunto. A Lethicia foi e aprovou.

Hyman Hendler and Sons
21W 38th street
212 840 8393

sexta-feira, 26 de março de 2010

FLOR

Ontem fui no Orchid Show do NY Botanical Garden, no Bronx. Dica da Gisela Gueiros do delicioso Taxi Amarelo. Fiquei besta com o exagero de beleza das orquídeas. Acho que, enquanto criava o universo, Deus deve ter tido seus momentos de gênio da pintura. É incrível. E o parque, apesar de estar com cara de final de inverno é muito legal também. Vai valer uma nova visita lá pro final de abril.
A exposição das orquídeas fica até o dia 11 de abril e para chegar lá é só pegar o trem na Grand Central e em 15 minutos você está na porta.
NY Botanical Garden
Informações: http://www.nybg.org/


quinta-feira, 18 de março de 2010

Fim de Semana

Sempre que eu ia comprar esse livro aparecia um outro mais atraente na minha frente e bum! ele ficava para próxima. Ontem eu finalmente o adquiri, e hoje concluí que eu deveria ter comprado ele muito antes. Em City Weekends, a autora fez de cada capitulo um roteiro com duração de um final de semana. A maneira que ela escreve é super gostosa e simples, e meio que te conduz pelos passeios. Têm visitas a mansões em Manhattan, desgustações em vinícolas da região, praias no perímetro urbano de NYC (acreditem!). Dá vontade de fazer todos. Muito mais legal que um guia cheio de endereços que você fica sempre mais perdido que sei lá o que. Imagina uma versão Sampa que divertido.

terça-feira, 16 de março de 2010

Prato Feito

Tortillas de pollo com arroz e feijão, do Cafe Habana
É pessoal, o famoso PF também faz sucesso aqui em Nova Iorque. Claro que com pequenas variações em sua definição.
PF brasuca: comida caseira e farta, servido num prato só, em geral é encontrado em restaurantes simplórios e é frequentado por indivíduos comuns da sociedade.
PF gringo: comida caseira e farta, servida num prato só, em geral é encontrado em restaurantes despretensiosamente descolados e é freqüentado por indivíduos incomuns como fotógrafos, designers, fashionistas e suas turmas de amigos.

A comida barata e em quantidades generosas é sempre o atrativo desse tipo de serviço, que agrada a todos os gostos, afinal de contas, todo mundo tem o seu dia de pedreiro na vida.
Os dois PFs mais legais de NY estão no Soho, e para facilitar a sua vida, ficam no mesmo quarteirão. Os cafés Gitane e Habana são pequenos, disputados e deliciosamente baratos. Não fazem reservas mas a espera também nunca é longa. Mas você pode checar em qual dos dois a espera é menor.
Grilled Corn do Café Habana
A especialidade do Cafe Habana é cubana (meio óbvio), mas clareando o cardápio, muitas quesadillas e burritos acompanhados de arroz com feijão. O milho assado de aperitivo é religião. Grelhado na brasa, ele vem coberto de um creme branco (que suspeito ser um sour cream) e especiarias como pimenta e páprica. Caso você não curta muita pimenta, pede para vim a parte.
fachada do Café Gitane
Já no Café Gitane a especialidade é marroquina/francesa. Os pratos vão do colorido couscouz com frango e uvas passas, ao meu favorito Hachi Permartier, uma versão marroquina do nosso escondidinho servido com arroz e salada verde, ótimo para matar a saudades de casa. Não deixe de pedir as famosas torradas de 7 grãos com patê de abacate e limão de entrada.
avocado toasts, do Cafe Gitane

Ficou na dúvida de qual PF é mais legal?

Café Habana
17 Prince St (esquina com Elizabeth St.)
Café Gitane
242 Mott St (quase na esquina com a Prince St)

segunda-feira, 15 de março de 2010

Chega


Alguém dá o recado ao São Pedro que três dias seguidos de chuva bastam! Pobres guarda chuvas quebrados em cada esquina de Manhattan. Quero sol!!!