Desculpem novamente o sumiço. Eu vim parar aqui no Brasil. Numa viagem que já estava programada, mas que me deixou corrida antes de sair daí e mais ainda desde quando cheguei até agora. Tento não sumir, mas as vezes acontece. E eu fico morrendo de saudades daqui.
Por hora vou mandando noticias daqui. Falando de coisas gostosas, como sempre.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Joe, o camarada
O Trader Joe's é uma rede de supermercados muito legal Califórnia que tem algumas lojas aqui em NY. Para quem é da costa oeste, a intimidade com a rede dá para perceber quando eles falam do mercado como se fosse um amigo. Tipo, to indo alí no Joe comprar feijão! ou adoro o pão do Joe! como se o mercado fosse um camarada mesmo. Isso porque o mercado faz muito o perfil amigão, tudo lá é orgânico, os produtos são todos de marcas próprias mas com embalagens legais e o melhor, como tudo é produzido e embalado por eles, os preços chegam a ser 30% mais baratos. O atendimento também tem com jeito de venda, na fila, ao invés daqueles bips automáticos que a gente sempre fica meio barata tonta para achar o caixa número 34, o caixa que está livre balança uma bandeira vermelha e te socorre daqueles segundos que as vezes são tensos. O Trader's Joe tem uma únidade em Manhattan, próxima a Union Square e nos próximos meses duas outras devem ser inauguradas, uma no Upper West e outra em Chelsea.
A bola da vez
No espírito da copa do mundo que aqui (infelizmente) ninguém da bola, achei esse molde de gelo de bola de futebol. Muito legal para as caipirinhas que vão acompanhar os jogos da seleção.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Faroeste
Eu mudei para o Brooklyn. E é claro que já comecei as minhas explorações gastronômicas no mesmo dia. Já achei restaurantes incríveis e mercados locais deliciosos. Para estreiar fomos tomar um brunch no Henry Public, um restaurante deliciosamente rústico e americano. Pela primeira vez na minha vida fui a primeira a chegar no restaurante, acho que meio dia é muito cedo para um brunch aos domingos. O lugar parece um saloon antigo e quase abandonado. Fotos antigas de pessoas nas paredes, mesas de madeira bem pesada e pratos e xícaras de ferro, muito bacaninha. Drinks a moda antiga. E para comemorar a casa nova escolhi um drink que eu não lembro o nome mas é como um Bellini, só que no lugar do suco de pêssego, era suco de laranja. Espumante, levinho, perfeito para o dia lindo que estava fazendo.
As pedidas da mesa: Turkey Leg Sandwich, hamburger com ovo poché e sweet and salt french toast. Todos vieram com uma cara ótima. Rústicos e saborosos. Nas três preparações um pão melhor que o outro. Santo deus, como isso faz diferença. Os pães que eles usam parecem ser super artesanais, devia ter perguntado que tipo era, porque realmente aquele pão me deixou intrigada. Era bom demais. O sanduíche de perú é o clássico da casa, é tão saboroso que você não acredita que é peru. Eu tive que dar uma de folgada e pedir três mordidas do sanduíche do meu amigo. Em troca forneci garfadas da minha french toast que estava para lá de saborosa. A umidade do pão tava na medida exata, e a crosta dourada com uns grão de flor de sal eram o balanço perfeito entre doce e salgado. O maple syrup tinha um sabor de laranja (a fruta do dia!) que dava um toque inesperado àquele prato que parecia ter vindo de uma cozinha de uma fazenda da Louisiana lá pelos anos 20. Que-de-lí-cia. O hamburguer, era muito bom. Talvez no jantar. Me falaram que é impossível conseguir uma mesa a noite. Posso imaginar o porque. Detalhe extra: o preço é ótimo.
Henry Public
329 Henry St.
As pedidas da mesa: Turkey Leg Sandwich, hamburger com ovo poché e sweet and salt french toast. Todos vieram com uma cara ótima. Rústicos e saborosos. Nas três preparações um pão melhor que o outro. Santo deus, como isso faz diferença. Os pães que eles usam parecem ser super artesanais, devia ter perguntado que tipo era, porque realmente aquele pão me deixou intrigada. Era bom demais. O sanduíche de perú é o clássico da casa, é tão saboroso que você não acredita que é peru. Eu tive que dar uma de folgada e pedir três mordidas do sanduíche do meu amigo. Em troca forneci garfadas da minha french toast que estava para lá de saborosa. A umidade do pão tava na medida exata, e a crosta dourada com uns grão de flor de sal eram o balanço perfeito entre doce e salgado. O maple syrup tinha um sabor de laranja (a fruta do dia!) que dava um toque inesperado àquele prato que parecia ter vindo de uma cozinha de uma fazenda da Louisiana lá pelos anos 20. Que-de-lí-cia. O hamburguer, era muito bom. Talvez no jantar. Me falaram que é impossível conseguir uma mesa a noite. Posso imaginar o porque. Detalhe extra: o preço é ótimo.
Henry Public
329 Henry St.
Musical
Desde a estréia do musical Billy Elliot na Broadway, eu só leio críticas ótimas e pessoas contando que foram ver e adoraram. Como a gente mora aqui e sempre tem gente visitando e que nos convidam para ir assistir um musical, eu sempre deixo para ir quando tem visita por aqui, assim não enjoa. Mas essa peça ainda não tinha dado certo de ir com ninguém, então meu namorado, sabendo que eu queria muito assistir, fez uma surpresinha e me levou no domingo. Não sou nada crítica de teatro/musical, mas só queria recomendar fortemente que quem tiver a chance de assistir que não hesite. Vá.
A história, que eu acho linda, a maioria das pessoas já conhece. Mas a montagem da maneira como eles fizeram, deixa a o roteiro mais poético e encantador, misturando o ballet com a carregada realidade da vida dos mineiros da cidade onde as passagens acontecem. A dança que vai transformando a vida daquelas pessoas sem brilho trazendo um pouco de alegria é lindo, faz a gente gostar mais ainda da dança como forma de expressão. O talento do menino que interpreta Billy é de arrepiar. A música então, sensacional. Vale cada centavo.
A história, que eu acho linda, a maioria das pessoas já conhece. Mas a montagem da maneira como eles fizeram, deixa a o roteiro mais poético e encantador, misturando o ballet com a carregada realidade da vida dos mineiros da cidade onde as passagens acontecem. A dança que vai transformando a vida daquelas pessoas sem brilho trazendo um pouco de alegria é lindo, faz a gente gostar mais ainda da dança como forma de expressão. O talento do menino que interpreta Billy é de arrepiar. A música então, sensacional. Vale cada centavo.
Cozinha Nova
Agora que já estou instalada no meu novo lar preciso dividir a minha alegria com vocês. O ano passado, quando a minha sogra querida estava aqui, fomos no Williams Sonoma e achei um jogo de assadeiras incrível, eram 6 assadeiras de tamanhos diferentes e de ótima qualidade. Como o preço era muito bom e comprei sem pensar. Quando eu cheguei no meu apartamento antigo, a decepção... duas das maravilhosas assadeiras não cabiam no meu forno. Aí como não eu tinha tanto espaço para guardar coisas que eu não usava, e sabia que elas seriam muito úteis em outra cozinha, presenteei minha sogrinha com as tais assadeiras. No dia da volta dela, a mala ficou muito pesada, e aí as assadeiras ficaram para uma próxima ida.
Com a mudança de apartamento, elas vieram junto. E para a minha alegria, meu forno novo é tão jumbo que elas cabem lado a lado em uma grade do forno e ainda sobra as outras. Isso significa que no próximo Thanksgiving eu posso assar 2 perus de uma vez só e não preciso operar milagres como no ano passado, Ufa! Bom, o propósito número um do post era mesmo falar que estou mega feliz com a minha nova cozinha, mais espaço, mais bocas de fogão é mais empolgação para eu cozinhar. O dois é falar para a minha sogra, que é leitora assídua aqui do blog, que eu estou pegando de volta o presente (desculpe!) e eu prometo de joelhos que quando ela vier me visitar vou usar as assadeiras para fazer um prato especial para ela e que até lá ela será utilizada em prol de uma alimentação mais sabosora de duas pessoas muito importantes na vida dela, o Má e eu.
Com a mudança de apartamento, elas vieram junto. E para a minha alegria, meu forno novo é tão jumbo que elas cabem lado a lado em uma grade do forno e ainda sobra as outras. Isso significa que no próximo Thanksgiving eu posso assar 2 perus de uma vez só e não preciso operar milagres como no ano passado, Ufa! Bom, o propósito número um do post era mesmo falar que estou mega feliz com a minha nova cozinha, mais espaço, mais bocas de fogão é mais empolgação para eu cozinhar. O dois é falar para a minha sogra, que é leitora assídua aqui do blog, que eu estou pegando de volta o presente (desculpe!) e eu prometo de joelhos que quando ela vier me visitar vou usar as assadeiras para fazer um prato especial para ela e que até lá ela será utilizada em prol de uma alimentação mais sabosora de duas pessoas muito importantes na vida dela, o Má e eu.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
A pé
Estamos na Broome, uma famosas das ruas do Soho, o bairro novaiorquino de artistas e descolados. Nosso guia conta como o bairro se desenvolveu a partir do final da década de 80 quando galerias e estilistas resolveram montar seus espaços por conta do baixo preço do metro quadrado. A região, que era das mais violentas da cidade, hoje abriga restaurantes, hotéis e boutiques badaladas. O valor do metro quadrado quintuplico, mas as ruas de paralelepípedo e as construções com ares industriais não ofuscaram o charme do lugar por onde circulam modernetes de todos os tipos.
Nossa próxima parada é a Marie Belle, uma loja de chocolates que tem mais ares de joalheria francesa do que de casa de doces. Uma das atendentes já reconhece nosso guia e nos leva ao fundo da loja, um salão cheio de espelhos rococós, lustres de cristais e cadeiras antigas. Ela conta a história do lugar e fala das especialidades da casa, o chocolate quente e os chocolates desenhados. Enquanto isso, uma garçonete nos serve um liquido espesso e cremoso em xícaras estilo provençal. A conversa segue em tom de bate papo enquanto me deleito com o chocolate quente feito com uma combinação de cacaus que eles mantêm a quatro chaves. Já estou me familiarizando com os termos do universo chocólatra, afinal de contas essa já é nossa terceira parada durante o New Cousine Chocolate Tour, um dos tours gastronômicos pelas chocolateiras de Nova York que a empresa Sweet Walks oferece em Manhattan.
Corredor do chelsea Market, parada obrigatória dos gourmands
degustação de trufas da Vosges Chocolates, no Soho
Os passeios são todos a pé, com uma duração média de 2 horas. Nada cansativo, já que na maior parte do tempo estamos dentro das lojas aprendendo, vendo a produção e degustando os chocolates. Durante a caminhada, Bart, um entusiasta sobre comida que guia o passeio, fala sobre as etapas básicas de produção do chocolate e faz paradas em prédios históricos que estão na nossa passagem. Ele conta que a empresa começou há três anos com apenas um tour, o Luxury Tour, que acontece na região da quinta avenida (em Midtown) e visita as casas de chocolates mais tradicionais, acabou de abrir o terceiro roteiro. O que estamos fazendo inclui as chocolaterias do West Village e Soho, e que trabalham o chocolate numa abordagem mais moderna, todas especialíssimas no ramo. O tour de US$ 70 incluí degustação em todas as paradas e um desconto especial para compras adicionais.
Conhecer uma metrópole pelos seus hábitos alimentares é uma maneira diferente de entender com mais profundidade a cultura local. E por essa razão os tours gastronômicos têm sido tão procurados em NY, a cidade que mais mistura culturas em todo planeta. Outras opções interessantes são os passeios da empresa Food of New York Tours. Divididos por bairros, eles visitam pontos gastronômicos históricos de cada uma das regiões.
visita guiada a um dos mercados típicos de Chinatown
Entre as opções estão: Chinatown e gastronomia asiática, onde a degustação vai de sushi a pato a Pequim, Segredos do Greenwich Village, que passeia pelos tradicionais mercados e restaurantes italianos que fazem da cultura gastronômica do charmoso bairro um universo particular(inclui degustação de queijos, pães, embutidos, sorvetes, biscoitos e pizza) e o tour pelo Chelsea Market e arredores do Meatpacking District. O foco deste último tour é o mercado de comidas recém inaugurado, mas que já reúne clássicos da gastronomia local, como a famosa padaria Amy’s Bread, onde uma vitrine possibilita a visualização de todo o processo de panificação aos visitantes.
Para os que gostam de ir afundo em assuntos específicos como vinhos , por exemplo, a City Winery, uma vinícola que usa uvas locais e produz seu vinho num galpão nas redondezas do West Villlage, oferece tours explicativos sobre a produção. Uma das curiosidades da casa é que os clientes têm a opção de entrar para o clube do vinho, onde ele adquire um dos barris da casa e tem a chance de produzir seu próprio vinho durante as aulas oferecidas no mesmo espaço. O Murray’s Cheese, a mais tradicional casa de queijos nova-iorquina também oferece visitas a sua área de produção, sempre acompanhada de especialistas que dão uma aula profunda de tudo que é produzido por ali.
Mas se você não é muito adepto a caminhadas e não quer perder a chance de fazer uma passeio gastronômico, o Scott Pizza Tours oferece um tour de ônibus com paradas nas pizzarias mais históricas da big Apple, começando por Manhattan e seguindo por bairros como o Queens e o Brooklin, dando ao visitante uma extensão do tradicional roteiro turístico. Toda parada, uma rodada de pizza e a discussão sempre girando em torno das curiosidades e fatos que torna de cada uma das fatias tão distintas. No final, um veredicto, gosto não se discute, cada um elege sua fatia predileta.
A pizza do Grimaldi's, uma das paradas do Scott Pizza Tours
Os preços dos tours variam de U$ 20, no caso do Murray’s Cheese, até U$ 90. Um custo bem razoável para está afim de programa inusitado e divertido, sem contar que as degustações são bastante satisfatórias, como anuncia um dos sites: a degustação servida durante o passeio torna o almoço desnecessário para a maioria das pessoas. É aproveitar o passeio de barriga cheia.
domingo, 23 de maio de 2010
GIZ
Porque cada queijo tem um nome e você não precisa apresentar cada um deles aos seus convidados. Ou porque você pode brincar de jogo da velha depois que o queijo acabar. Taí duas razões para adorar essa tábua frios. Se você gostar dela só porque ela é bonita pode ser também. Achei para comprar aqui.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Livro de Receitas - Vinagrete de manga
Eu pensei em começar a colocar uma receita legal por semana aqui no Miscelânea. Coisas simples e rápidas que vão dar um sabor especial no dia a dia. Que tal?
obs. se a manga não estiver tão doce, pode roubar no jogo e colocar um dedinho de mel, mas só um pouco pq a idéia não é adocicar a receita e sim deixa-la bem cítrica e refrescante.
Para a primera, me lembrei desse vinagrete de manga com hortelã que é mega refrescante e leva 10 minutos para fazer. Eu fiz a primeira vez como um acompanhamento para um flan de palmito, mas adoro servir com salada verde como essa da foto que foi no chá de cozinha da minha irmã.
INGREDIENTES
1 manga grande e bem suculenta
1/2 maço de hortelã fresca
suco de 1 limão (aprox. 1 xícara de café de caldo)
azeite extravirgem (use o melhor que você tiver)
sal a gosto
PREPARO
Pique a manga em cubinhos. Pique a hortelã o mais fino que você puder. Misture todos os ingredientes num bowl e leve a geladeira por pelo menos 1 hora antes de servir. Sirva bem gelado com folhas verdes variadas.
obs. se a manga não estiver tão doce, pode roubar no jogo e colocar um dedinho de mel, mas só um pouco pq a idéia não é adocicar a receita e sim deixa-la bem cítrica e refrescante.
Gelato III
Minha terceira parada no roteiro dos sorvetes que merecem uma lambida vai parar lá no Brooklyn, na que eu considero a mais charmosa sorveteria de NYC. Descobri ela num dia escaldante de verão quando batia perna por umas das regiões mais gostosinhas do bairro, Brooklyn Heights. A gente andava meio perdido, sem direção, procurando um lugar de objetos antigos que ninguém tinha o endereço. O sol castigava. Aí meu namorado vê esse lugar e sugere uma parada para uma água. A gente nem tinha idéia que se tratava de uma sorveteria, mas depois de entrar na loja, meu deus, o lugar era mais charmoso que todas as ruas mais charmosas de Brooklyn. Muita água por favor. Nossos plano era achar um lugar legal para almoçar e a fome tava começando a apertar. Sorvete naquela hora não ia rolar.
Será??? Talvez só um. a gente dividi, já que estamos alí e tudo parece tão encantador... o sorvete deve ser no mínimo razoável para um lugar tão legalzinho. Tá bom. A gente pede cada um um sorvete pequeno e atrasa o almoço. Sábia decisão. Minutos depois eu descobriria o sorvete mais legítimo de NY. Produzido aqui na região só com ingredientes orgânicos e sustentáveis (como tudo que é cool por aqui), claro que isso importa também, mas não é regra. O que importa mais é se o sorvete é bom. E esse não é bom, é ÓTIMO. Cremoso, com um sabor de leite fresco, sem corante, doce na medida. Lembro que as minhas pedidas foram creme e café. É para se lambusar.
Desde que abriu, em 2007, a Blue Marble só cresce, eles abriram uma segunda loja no Brooklyn o ano passado e suas carriolas estão sempre no Flea Market do Brooklyn. Até na Martha Stewart eles já foram parar. Nesse dia, inclusive, eu estava lá, e meu namorado teve que dar a vez dele para a Martha provar o sorvete. Ele ficou puto. Falei para ele se acalmar porque afinal de contas, o sorvete valia a pena a espera. E eu não estava mentindo.
Blue Marble Ice Cream
420 Atlantic Ave - Brooklyn
718 858 1100
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Nada a ver
Conversando com uma amiga americana, ela citou esse ditado muito comum por aqui. Daqueles que você escuta sua mãe falando dentro da sua cabeça. Eu achei uma belezinha e por isso quis dividi-lo com vocês. Em português perde um pouco da graça, mas a mensagem é boa mesmo assim.
"Patience is a virtue. Virtue is a grace.
Put them toghether and you have a happy face."
A paciência é uma virtude. A virtude é um dom.
Junte os dois e você terá um rosto feliz.
Fast & Good
Existe uma característica que me incomoda nos EUA em geral é de sempre deixar a água bater no pescoço para acordar pra realidade. Precisa ser o pais mais poluidor do planeta para começar a fazer tudo ecologicamente correto. Precisa se tornar a nação mais obesa do mundo para entender que comer saudável é importante. Dãããããã. Sua mãe não te ensinou que batata frita de café da manhã, almoço e jantar aumenta o colesterol? Ou que comer muito doce dá diabetes? Acho que por aqui não de falava nisso antigamente... e por isso agora eles estão correndo atrás do prejuízo e querendo revolucionar a alimentação do dia a dia com comidas saudáveis, cheias de legumes e mais baleanceadas nutritivamente. E graças a essa "genial" descoberta americana agora não faltam opções de fast food mais saudáveis. Claro que a gente ama um Big Mac, mas todo dia não rola, senão você rola (desculpe mas não consegui perder a piadinha infame). Então fiz essa lista de fast-food nessa linha saudável, rápido e delicioso, claro.
MAOZ VEGETERIAN
Como o nome diz, é vegetariano e a especialidade é o falafel, aquele bolinho de grão de bico delicioso. Você pede a versão sanduiche, no pão sírio, ou salada. Comprando o combo, com suco, chá ou refri, o buffet de saladas que tem tabule, salada de pepino, e outras saladas árabes, e meu molho favorito de tahini fica incluído no preço.
Falafel Sandwich e buffet de saladas do Maoz
PRET A MANGER
É uma rede inglesa que faz o maior sucesso por aqui. Você entra, pega tudo nas geladeiras: sanduiches fresquinhos, sucos deliciosos (adoro o de morango com cranberry), saladas e bandejas de sushi, aí vai para o caixa, onde tem a opção de pedir sopa e pagar. A maioria das lojas do Pret a Manger não tem cadeiras então procure o parque mais próximo e almoce como os americanos, é uma experiência simples e deliciosa.
A fachada e os sanduiches e wraps do londrino Pret a Manger
CHIPOTLE MEXICAN GRILL
Essa rede é super interessante, tão interessante que o McDonald's comprou ela e agora está expandindo pelos EUA. É um fast grill de comida mexicana e funciona assim. Você entra na fila que sempre é longa na hora de pico do almoço e daí opta por Burrito (massa mole, tipo panqueca), Burrito Bowl (sem massa, servido numa tigela), Crispy ou Soft Tacos (esse são 3 daquelas paquecas menores, crispy é de milho e soft é de farinha branca). Aí escolhe a carne grelhada na hora (frango ou bife) e os acampanhamentos: arroz, feijão, milho, tomate, vinagrete, salsa, alface, sour cream, queijo e muita guacamole. Os pratos são mega generosos e é super saboroso.
Burrito bowl e a linha de produção no Chipotle
HALE AND HEARTY
A especialidade dessa rede são as sopas, eles tem um cardápio com 365 sabores, caso você queria ir todos os dias, por um ano e não repetir a pedida nem uma vez se quer. Eu sempre peço umas para experimentar antes de pedir a minha e aí vou conhecendo mais sabores. Os meus favoritos são New England Clam Chowder, que é uma sopa de mariscos e legumes e Tuscan White Beans, uma versão do cassoulet com espinafre. Uma ótima pedida é o combo de sopa pequena e meio sanduíche. Eles tem ótimas saladas também.
sopas deliciosas, todos os dias, no Hale and Hearty Soups
Pronto, agora ninguém mais tem desculpa para sair da dieta quando não tem tempo de procurar uma comida saudável. Essas quatro redes tem inúmeras lojas espalhadas por toda cidade. Se você for parar no Burger King é por pura cara de pau.
Sumi.
To de volta! Desculpa o sumiço, essas duas últimas semana teve de tudo na minha vida, muito trabalho, cirurgia odontológica, procura por apartamento, assinatura de contrato de novo apartamento. organização da mudança (que acontecerá na próxima semana), compra de passagem para ir ao Brasil, muitas visitas e a melhor parte, muitas encomendas de docinhos. Estou a cada dia acreditando que mais que esse mercado pode ser promissor (falou a business woman). Mas é verdade que eu to bem animada mesmo. E por isso estou de volta por aqui cheia de gás e novas idéias. Bom isso, né.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
domingo, 9 de maio de 2010
Gelato II
Assim como tudo que é vendido nos EUA não é produzido aqui com um dos melhores sorvetes é a mesma coisa. A Groom é uma sorveteria de Milão, que veio para cá em 2007 e logo se estabeleceu entre as melhores da cidade. O sorvete deles é o que podemos classificar como mais próximo da receita tradicional e italiana dos sorvetes. Cremoso, cremoso e cremoso e com sabores super marcantes. Daqueles que depois que derrete na boca você sente o sabor do ingrediente principal e não o sabor do creme do sorvete, é rico, intenso. Meus sabores prediletos de lá são os de castanhas como pistache, nougatine, amendoas. Mas os de chocolate, strattiatela (creme com pedaços de chocolate) e coco são ótimas pedidas também.
GROM (3 endereços)
233 Bleecker St (esquina com a 6th ave)
2165 Broadway (prox a 76th street)
1796 Broadway (ao lado do Colombur Circle)
Coisas que uma mãe faz por uma filha gourmet sem perceber
Acho difícil alguém criar amor pela cozinha quando não é exposto desde pequeno a situações que envolvem o universo gastronômico. Por ser dia das mães e estar longe da minha mãe parei para pensar em várias coisas que ela fez, sem perceber, que me fizeram criar amor pelas panelas.
1. deixar a dispensa aberta para as minhas experiências
2. pedir para eu ir ao supermercado com o cartão de crédito dela, várias vezes por mês
3. parar numa doceria no final da tarde e fazer um lanchinho delicioso com bolo e coxinha
4. fazer muitos jantares caprichados lá em casa, e pedir o meu palpite em todos
5. arrumar recibo de compra de geladeira para eu fazer aula de culinária patrocinada pela Brastemp
6. deixar todas as revistas Claudia Cozinha e Caderno Feminino ao meu alcançe
7. não reclamar da bagunça que eu fazia na cozinha e só falar bem do meu pão de mel
Feliz dia das mães para todas as mães, o ser mais delicioso do planeta!
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Os talheres mais românticos que já vi na vida
Criação da ceramista autraliana Mel Robson, que além desses talheres tem criações lindas. Mais fotos do trabalho dela aqui.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
A Sereia e a Fortuna
Uma amiga lá da ONG que trabalho sempre insiste para eu ir conhecer o Mermaid Inn, um restaurante de frutos do mar que tem 3 endereços em Manhattan. Ela sempre fala que o restaurante é ótimo para comer frutos do mar e peixes e que é descontraído e que eu ia adorar. Uns dias atrás eu fui lá conhecer. Optei pelo do East Village já que era sexta feira a noite eu que tava afim de um burburinho. O restaurante é pequeno e realmente super descontraído. A decór é super leve e jovem, cheia de objetos e imagens náuticas, numa versão moderninha de um iate clube mas sem cafonices.
The Mermaid Inn
96 Second Ave (entre 5th e 6th streets) - 212 674 5870
568 Amsterdan Ave (entre 87th e 88th streets) - 212 799 7400
79 Macdougal St - 212 260 0100 (esse do village é um oyster bar com o cardápio do restaurante simplificado, legal para um happy hour)
Fome
Não tem coisa que me irrita mais nessa vida que passar fome. Quem me conhece sabe que eu fecho a cara quando o estômago está dando voltas. Principalmente em viagens quando a gente fica andando que nem camelo atrás de um tal restaurante numa tal viela de um tal bairro que você nunca pisou na vida. E é por isso que eu amei e indico super esse mapa que eu acabei de descobrir, o Mappetite, o mapa da fome! Ele é um mapa dobravel aqui da cidade com transportes, pontos turísticos e MUITOS restaurantes legais em cada uma das áreas da cidade. A maioria dos restaurantes eu super recomendo, os que eu não fui vou dar uma xeretada, mas é a melhor arma contra o mal humor em viagens. No site da editora também tem as versões de Londres e São Francisco. Mais uma idéia ótima para fazer a versão tupiniquim. Está a venda na Kate's, onde eu trabalho.
terça-feira, 4 de maio de 2010
My Pefect Day por PAULA HOMOR
Depois de morar 4 anos em Londres, nossa convidada de hoje, a Paula Homor, veio de mala e cuia com o marido para NY há 3 anos. No meio da bagagem uma encomenda extra apareceu, a pequena Nina que mudou a vida de Paula para sempre. Primeiro de advogada para mãe e depois de mãe para blogueira. Paula escreve o blog NY with Kids, onde fala sobre assuntos que tem tudo a ver com o ela, ou seja, como viver e aproveitar a vida na big apple com os filhotes. Passeios, compras, dicas de escolas, cursos e informações preciosas que só quem realmente mergulhou no universo infantil novaiorquino sabe. E o melhor, sem complicação, já ela nos contou que o que mais gosta na cidade "é a praticidade e a liberdade que o estilo de vida daqui oferece". Simples e divertido assim. Como o dia perfeito que ela planejou e diviviu com a gente.
Jack Johnson - 04 Good People by Marilovi
Jack Johnson é a trilha para o dia perfeito de Paula
O DIA DA PAULA
Diferente de todos os outros dias quando a filha a desperta as 6:00, ela acordaria às 8 da manhã. É um dia florido de primavera e a temperatura está em torno de 25 graus. Som na caixa logo de manhã para levantar o astral da família enquanto Paula troca a filha. Jack Johnson é a trilha escolhida. O objetivo é aproveitar o dia e por isso a bolsa vai cheia de brinquedos, roupas, mamadeiras. O café da manhã é num local para lá de delicioso, o Central Park, e para caprichar uma parada no Le Pain Quotidien para abastecer a sacola com croissants, saladas de frutas, brioches. O pic nic acontece embaixo de uma árvore com sombra fresquinha onde Paula e o marido Markus brincam e fotografam a pequena. O passeio pelo parque pode incluir uma parada em um dos muitos playgrounds do parque onde Nina aproveitar a areia e os brinquedos.
Paula e a filha Nina, as delicias do Le Pain Quotidien e um dos playgrounds do Central Park
Agora que a pequena se divertiu é a hora da diversão dos pais. Guggemheim é o museu escolhido, a arquitetura do museu parece que foi pensada para mães com carrinhos de bebê, as rampas facilitam o passeio e Paula aproveita exposição com Markus enquanto a filha curtem aquela preguiça no carrinho. E como o dia está lindo a pedida é aproveitar as mesas na calçada do Bar Pitti e saborear o que ela classifica de "a melhor burrata no planeta", principalmente se ela vier acompanhada de uma tacinha de vinho para relaxar e uma caminhada Bleecker Street, olhando uma lojinha ou outra. O playground na esquina da 11th street é estratégico para Nina brincar e gastar um pouco mais de energia.
As rampas esculturais do Guggemheim, a charmosa Bleecker Street no Village. Mesas na calçada do Bar Pitti e o Píer na Christopher St. sobre o Rio Hudson, a parada do pôr do sol.
Dali, os três caminham no sentido do Rio Hudson até o píer da rua Christopher, para curtir o por do sol. O dia está acabando e a energia da Nina também, é hora se pegar um taxi na West Side Drive e seguir direto para casa. Paula dá o banho enquanto Nina faz suas gracinhas para os pais, como correr pelada pela sala e se negar a colocar roupa. Depois de uma negociação Paula consegue colocar a fralda na filha e a mamadeira é dada pontualmente as 8 da noite quando a filha já está de pijama na cama, e dalí é um embalo só para o sono. É hora de Paula receber os cuidados do marido, incluindo uma taça de vinho com uma massa deliciosa e um filme a dois no sofá. E daí é descansar bem porque amanhã é domingo e o final de semana da familia Homor está só começando!
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